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Prefeituras da região estão unidas por hidrelétrica


O prefeito de Anapú, Francisco de Assis dos Santos Sousa (Chiquinho do PT), foi eleito no dia 25 de janeiro presidente do Consórcio Belo Monte, entidade que congrega as 11 prefeituras dos municípios que estão na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte. Chiquinho concedeu entrevista ao jornal Novo Estado, editado pela EcoAmazônia Comunicação - mesma empresa que edita este site - e falou sobre o futuro do consórcio e da região.


Quais os novos projetos para o Consórcio Belo Monte, agora sob sua presidência?
Chiquinho do PT - A nossa principal meta é trabalhar a união entre os prefeitos e em seguida preparar os municípios para os impactos gerados pela construção de Belo Monte. Para tanto, vamos buscar parcerias com os governos federal e estadual para montarmos um corpo técnico de assessoramento às prefeituras, para elaboração e acompanhamentos de projetos, acompanhamento do licenciamento e leilão de Belo Monte, mobilização da região para fazer valer as metas do plano de desenvolvimento regional sustentável, bem como preparar o consorcio para fazer parte da gerencia dos recursos destinados a mitigação.


Como as prefeituras poderão ganhar com a construção da hidrelétrica de Belo Monte?
Chiquinho do PT - Acho que as prefeituras desta região vivem uma conjuntura extremamente difícil, pois estamos em uma região nova, sem infraestrutura, onde as políticas do governo federal e estadual têm dificuldades para chegar, para acontecer. Hoje, com a perspectiva da construção de Belo Monte, temos a possibilidade de ver chegar o asfaltamento da transamazônica, que é um anseio popular de muitos anos, a execução do plano de desenvolvimento regional sustentável proposto pelo governo do estado, juntamente com a sociedade da região, a possibilidade do investimento dos recursos destinados a mitigação. As prefeituras ganham porque as políticas acontecem nos municípios e se tem investimentos, a população é beneficiada.


Ano passado o consórcio conseguiu que o governo federal destinasse 1,2 milhão de litros de diesel para as prefeituras. Isso se repetirá este ano? O que o consórcio vai pleitear junto ao governo federal?
Chiquinho do PT - Quando assumimos interinamente o CBM no ano passado, foi em uma conjuntura complicada, porque estávamos saindo de um dos invernos mais rigorosos deste estado e a nossa região foi atingida de cheio, portanto articulamos com o governo estadual a liberação de recursos emergenciais, e junto a Eletronorte e Eletrobrás, pleiteamos um milhão e duzentos mil litros de óleo diesel e fomos atendidos, além da elaboração dos planos diretores para os municípios de Anapu, Vitoria do Xingu e Brasil Novo e a revisão do plano de Altamira, e a construção da sede do consorcio Belo Monte.


Este ano temos o compromisso de trabalhar para acontecer às solicitações que ficaram pendentes o ano passado, buscar a parceria para adquirimos mais óleo diesel, patrulha mecanizada para que nossos municípios possam garantir a trafegabilidade das vicinais, buscar a articulação de recursos para a infraestrutura de nossos municípios e investimentos principalmente nas áreas de saúde e formação profissional, garantir a participação do consorcio na execução dos recursos do PDRS e mitigação, dentre outros.


Na sua avaliação é mais fácil a articulação com o governo o consórcio ter um presidente do mesmo partido do governo federal e estadual?
Chiquinho do PT -  Sim, vejo que é mais fácil conseguir as coisas quando todos "remam no mesmo sentido", isto é, quando, se tem conhecimentos e afinidades de pensamentos as coisas tendem a acontecerem.


O Governo federal disse que a implantação do PDRS será feita com recursos da União. As entidades da sociedade civil já demonstraram preocupação, uma vez que a União já tem uma dívida histórica da região. Qual o posicionamento do Consórcio Belo Monte a respeito disso?
Chiquinho do PT -  Acho que temos que ficar atentos ao que esta acontecendo, sabemos que este governo tem compromissos e de fato está investindo na região. Porém, a política brasileira é muito inconstante e não podemos esquecer que estamos em um ano político e o desenvolvimento da região não pode ficar comprometido. Neste contexto, o consórcio vai brigar com quem quer que seja para garantir que o melhor para a região aconteça.


Falava-se em divisão política dentro do consórcio, mas o senhor foi o único candidato. As prefeituras estão unidas?
Chiquinho do PT -  O CBM não pode ser objeto de disputa política partidária, e sim de uma política de desenvolvimento para a região. E neste momento vejo que o consorcio está mais unido do que nunca, pois este é o momento das políticas acontecerem e os prefeitos têm consciência disto, por isso, buscamos o que é melhor e mais viável no momento.





Voltar Portal Acorda Brasil, 08/02/2010 as 08:23 - Fonte da Notícia: Eco Amazonia
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